Primeira Semana:
- Apresentação da proposta de trabalho:
- Apresentação de experimentos motivadores para o ensino de Ciências.
- Apresentação de experimentos motivadores para o ensino de Ciências.
- Aplicação de um teste sobre as concepções alternativas de
calor, temperatura e energia interna.
- Apresentação da plataforma Arduino e o programa PLX-DAQ para
aquisições automáticas de dados para o Excel. (Massa, Temperatura e Pressão).
- Atividades propostas com o tema: temperatura e seus
efeitos, seus processos de medição (termômetros e escalas termométricas).
- Atividade prática e discussão sobre termoscópios e
termômetros a gás.
O curso proposto é na forma de uma oficina dividida em sete
(7) semanas com encontros de três horas (3h) semanais (três encontros semanais
de uma hora), totalizando, portanto, 21h. A cada encontro será solicitado e
desenvolvido um conjunto de experimentos dentro do tema Física Térmica,
direcionado ao ensino médio e/ou fundamental. Experimento este confeccionado
com materiais de fácil obtenção e baixo custo, sendo acompanhado de um roteiro
para o professor. Os temas dos trabalhos serão colocados no primeiro encontro e
devem ser desenvolvidos em grupos com no máximo três integrantes cada. Todas as
atividades partirão de situações-problema que evidenciem a sua utilização no
cotidiano e planejadas de acordo com os Três Momentos Pedagógicos.
As Oficinas, consistem no desenvolvimento de atividades
experimentais de cunho investigativo, onde o aluno é provocado através de uma
situação-problema, planejar, documentar e pôr em prática a montagem de
experimentos explorando as questões construtivas e conceituais relacionadas ao
referido problema.
Portanto, as atividades aqui propostas serão desenvolvidas, aplicadas
e avaliadas, para o resultado final apresentado, tenha sido minimamente testado
em situações de sala de aula.
Inicialmente será
apresentada a proposta de trabalho, aplicação de um teste
(pré-teste) sobre as concepções
alternativas de calor, temperatura e energia interna (Anexo A) proposto por Silveira e Moreira
(1996) e a exploração de experimentos motivadores.
Apresentação da física como ciência experimental, chamando a atenção a uma visão histórica do desenvolvimento desta ciência. De Aristóteles (384-322 aC) a Galileo (1564-1642).
CIÊNCIAS NATURAIS
Ciências naturais são aquelas que tem a natureza como campo de estudo: Física, Química, Biologia, Geologia, etc. Esta divisão tem origem histórica e é difícil, ás vezes, especificar claramente limite entre elas, principalmente nos últimos anos em que o progresso da Ciência tornou esta divisão artificial.
A palavra Física provem do vocábulo grego “Physis” que significa natureza. Logo podemos conceituar Física como a ciência que estuda a natureza.
A partir do século XVII através de Galileu Galilei (1564-1642) a Física, também conhecida como filosofia natural devido a seu tratamento até então filosófico, passa a ser uma ciência “experimental” exata.
Os experimentos realizados para comprovar as leis estudadas levava o experimentador a quantificar as observações feitas “associar números a determinadas propriedades”.
FENÔMENOS
A natureza está em constante transformação, e cada uma destas transformações é um fenômeno. Assim, o clarão do relâmpago, o estrondo do trovão, as gotas de chuva que caem, a planta que cresce, o carro que anda, o rádio que toca, o balão que estoura, tudo isso são fenômenos.
A Física ocupa-se em estudar essas transformações (fenômenos físicos).
Primeiro experimento ...
A experimentação clássica da queda dos corpos.
1- Duas esferas de mesma dimensão: uma de ferro e outra de madeira, soltas queda livre de uma mesma altura. Qual chegará primeiro ao solo?
2- Duas folhas de papel idênticas, sendo uma delas compactada (amassada) e solta em queda livre, qual chegará primeiro ao solo?
segundo experimento ... o efeito da corrente continua em condutores metálicos. Experimento de Hans Christian Oerested (1777 - 1851). 
Terceiro experimento ... o princípio de Arquimedes.
O empuxo aplicado a flutuabilidade de navios e submarinos bem como a aplicação em biologia com o experimento da bexiga natatória.
Quarto experimento ... ondas estacionarias em cordas.
quinto experimento ... termoquímica com reações exotérmicas (gesso calcinado)
sexto experimento ... a pilha de Volta
Alessandro Volta (1745 - 1827)
sétimo experimento...Eletrostática (eletroscópio de folhas e eletroscópio eletrônico)
Foi na Grécia Antiga que começou o interesse do ser humano pela eletricidade. Em 600 a.C, Tales de Mileto (625 – 547 aC) observou um fenômeno interessante com o âmbar ( uma resina natural). O âmbar chamado pelos gregos de eléktron, quando atritado contra a pele de um animal como o gato, por exemplo, adquiria a capacidade de atrair pêlos, fios de palha e penugens. Esse fenômeno, muito conhecido hoje, passou séculos sem ser incluído em nenhum campo de estudo da ciência. Até que...
O estudo sistemático desses fenômenos foi retomado por volta de 1600. O inglês William Gilbert (1544 – 1603) foi o primeiro a utilizar o termo elétrico, derivado do grego eléktron. Ele verificou que certas substâncias, ao serem atritadas, tal como o âmbar adquiriam a capacidade de atrair objetos leves. Hoje sabemos se tratar de fenômenos de eletricidade estática.
A seguir apresentaremos como se utiliza a plataforma de prototipagem ARDUINO para aquisição automática de dados, como temperatura, massa e pressão. Essas grandezas são necessárias para o desenvolvimento das atividades experimentais de Física Térmica. Dentro da filosofia maker “aprender fazendo” e com objetivo de redução de custos, aliado a utilização dos meios tecnológicos, será produzido um termômetro, uma balança de precisão e um barômetro a custo muito baixo e grande versatilidade para disponibilizar nas demais atividades propostas durante o curso.
Termômetro para líquidos.
#include <OneWire.h>
#include <DallasTemperature.h>
#include <Wire.h> // usando a biblioteca Wire
#include <LiquidCrystal_I2C.h> // usando a biblioteca LiquidCrystal I2C
LiquidCrystal_I2C lcd(0x3F, 16, 4); // Configura endereço I2C e display com 16 caracteres e 2 linhas
int x=0;
OneWire pino(10);
DallasTemperature barramento(&pino);
DeviceAddress sensor1;
DeviceAddress sensor2;
void setup(void)
{
Serial.begin(9600);
lcd.init(); // inicializa LCD
lcd.backlight(); // ativa led de backlight
Serial.println("CLEARDATA");
Serial.println("LABEL, Hora, temperatura1,temperatura2, linha");
barramento.begin();
barramento.getAddress(sensor1, 0);
barramento.getAddress(sensor2, 1);
}
void loop()
{
Serial.print("DATA,TIME,"); //inicia a impressão de dados, sempre iniciando
barramento.requestTemperatures();
float temperatura1 = barramento.getTempC(sensor1);
float temperatura2 = barramento.getTempC(sensor2);
Serial.print(temperatura1);
Serial.print(",");
Serial.print(temperatura2);
Serial.print(",");
Serial.println(x);
delay(500);
lcd.clear();
lcd.setCursor(0, 0);
lcd.print(" LabFis Soluc. Tecn ");
lcd.setCursor(6, 1);
lcd.print("ArduQuest");
lcd.setCursor(0, 2);
lcd.print("Temperatura1:");
lcd.print(temperatura1);
lcd.print((char)223);
lcd.print("C");
lcd.setCursor(0, 3);
lcd.print("Temperatura2:");
lcd.print(temperatura2);
lcd.print((char)223);
lcd.print("C");
if( x > 50) {
x = 0;
Serial.println("ROW,SET,2");
}
x++;
delay(300);
delay(500);
}
TERMÔMETRO COM lm35.
//Sensor de temperatura usando o LM35
#include <LiquidCrystal.h>
LiquidCrystal lcd(12,11, 5, 4, 3, 2);
const int LM35 = A0; // Define o pino que lera a saída do LM35
float temperatura; // Variável que armazenará a temperatura medida
const int LM352 = A1; // Define o pino que lera a saída do LM35
float temperatura1; // Variável que armazenará a temperatura medida
const int LM353 = A2; // Define o pino que lera a saída do LM35
float temperatura2; // Variável que armazenará a temperatura medida
int x=0;
//Função que será executada uma vez quando ligar ou resetar o Arduino
void setup() {
Serial.begin(9600); // inicializa a comunicação serial
lcd.begin(16,2);
Serial.println("CLEARDATA");
Serial.println("LABEL, Hora, temperatura,temperatura1, linha");
}
//Função que será executada continuamente
void loop() {
Serial.print("DATA,TIME,"); //inicia a impressão de dados, sempre iniciando
temperatura = (float(analogRead(LM35))*5/(1023))/0.01;
temperatura1 = (float(analogRead(LM352))*5/(1023))/0.01;
for (int i = 1; i <= 8; i++) {
}
lcd.clear();
lcd.setCursor(0, 0);
lcd.print("Temp.1:");
lcd.print(temperatura);
lcd.print((char)223);
lcd.print("C");
lcd.setCursor(0,1);
lcd.print("Temp.2:");
lcd.print(temperatura1);
lcd.print((char)223);
lcd.print("C");
Serial.print(temperatura);
Serial.print(",");
Serial.print(temperatura1);
//Serial.print(",");
//Serial.print(temperatura2);
Serial.print(",");
Serial.println(x);
if( x > 50) {
x = 0;
Serial.println("ROW,SET,2");
}
x++;
delay(300);
delay(500);
}
BARÔMETRO COM aRDUINO
#include <Wire.h>
#include <Adafruit_BMP085.h>
#include <LiquidCrystal.h>
LiquidCrystal lcd(12,11, 5, 4, 3, 2);
Adafruit_BMP085 bmp180;
int mostrador = 0;
float temperatura;
float pressao;
float altitude;
void setup()
{
Serial.begin(9600);
Serial.println("CLEARDATA");
Serial.println("LABEL, Hora, Temperatura, Pressao, Altitude");
lcd.begin(16,2);
if (!bmp180.begin())
{
Serial.println("Sensor nao encontrado !!");
while (1) {}
}
}
void loop()
{
Serial.print("DATA,TIME,"); //inicia a impressão de dados, sempre iniciando
temperatura = (bmp180.readTemperature());
altitude = (bmp180.readAltitude());
pressao = (bmp180.readPressure());
Serial.print(temperatura);
Serial.print(",");
Serial.print(pressao);
Serial.print(",");
Serial.print(altitude);
Serial.print(",");
lcd.setCursor(0, 0);
lcd.print("Temp. : ");
Serial.print("Temperatura : ");
if ( bmp180.readTemperature() < 10)
{
lcd.print(" ");
lcd.print(bmp180.readTemperature());
Serial.print(bmp180.readTemperature());
Serial.println(" C");
}
else
{
lcd.print(bmp180.readTemperature(),1);
Serial.print(bmp180.readTemperature(),1);
Serial.println(" C");
}
lcd.print(" ");
lcd.print((char)223);
lcd.print("C ");
if (mostrador == 0)
{
lcd.setCursor(0, 1);
lcd.print(" ");
lcd.setCursor(0, 1);
lcd.print("Altit.: ");
Serial.print("Altitude : ");
lcd.print(bmp180.readAltitude());
Serial.print(bmp180.readAltitude());
Serial.println(" m");
lcd.print(" m");
}
if (mostrador == 1)
{
lcd.setCursor(0, 1);
lcd.print(" ");
lcd.setCursor(0, 1);
lcd.print("Press.: ");
Serial.print("Pressao : ");
lcd.print(bmp180.readPressure());
Serial.print(bmp180.readPressure());
Serial.println(" Pa");
lcd.print(" Pa");
}
delay(3000);
mostrador = !mostrador;
}
#include "HX711.h" // Biblioteca HX711
#define DOUT A0 // HX711 DATA OUT = pino A0 do Arduino
#define CLK A1 // HX711 SCK IN = pino A1 do Arduino
#include <LiquidCrystal.h>
LiquidCrystal lcd(12,11, 5, 4, 3, 2);
HX711 balanca; // define instancia balança HX711
int linha = 0;
float calibration_factor = 957130.00; // fator de calibração aferido na Calibraçao
void setup()
{
balanca.begin(DOUT, CLK); // inicializa a balança
Serial.println("Balança com HX711 - celula de carga 50 Kg");
Serial.println("Pressione t para Tara"); // imprime no monitor serial
balanca.set_scale(calibration_factor); // ajusta fator de calibração
balanca.tare(); // zera a Balança
Serial.begin(9600); //Inicializa comunicação Serial
Serial.println("CLEARDATA"); // Reset da comunicação serial
Serial.println("LABEL,Hora,Massa,linha"); // Nomeia as colunas
lcd.begin(16,2);
}
void loop()
{
lcd.setCursor(0, 0);
lcd.print("Massa.:");
Serial.print("Peso: "); // imprime no monitor serial
Serial.print(balanca.get_units(), 4); // imprime peso na balança com 4 casas decimais
Serial.println("kg"); // imprime no monitor serial
lcd.print(" ");
lcd.print(balanca.get_units(), 4);
lcd.print("kg");
delay(2000) ; // atraso de 0,5 segundos
if (Serial.available()) // se a serial estiver disponivel
{
char temp = Serial.read(); // le carcter da serial
if (temp == 't' || temp == 'T') // se pressionar t ou T
{
balanca.tare(); // zera a balança
Serial.println(" Balança zerada"); // imprime no monitor serial
}
}
linha++; // incrementa a linha do excel para que a leitura pule de linha em linha
Serial.print("DATA,TIME,"); //inicia a impressão de dados, sempre iniciando
Serial.print(balanca.get_units(), 4);
Serial.print(",");
Serial.println(linha);
if (linha > 100) //laço para limitar a quantidade de dados
{
linha = 0;
Serial.println("ROW,SET,2"); // alimentação das linhas com os dados sempre iniciando
}
delay(500); //espera 5 segundos para fazer nova leitura
}
Na sequência, vamos
propor atividades sobre temperatura e seus efeitos, fazendo uma análise do
ponto de vista macroscópico e microscópico e seus processos de medição. Também
são analisados o equilíbrio térmico, o funcionamento dos termômetros e as
escalas termométricas. Para finalizar discutiremos experimentos associados a
construção e a utilização de termoscópios e termômetros a gás.
Termologia: é o ramo da Física que estuda os fenômenos térmicos como calor, temperatura, dilatação, mudança de estado físico, energia térmica, os gases ideais, e suas manifestações.
Termometria: é o ramo da termologia que estuda a temperatura e seu processo de medição.
A noção inicial de temperatura é intuitiva. Todos nós sentimos os efeitos da temperatura, mas não podemos defini-la. A sensação física de quente e frio que obtemos ao tocarmos os objetos, fornece-nos apenas uma vaga ideia do que seja temperatura e não serve como padrão, pois varia conforme a situação apresentada e de pessoa para pessoa.
Exemplo clássico.
Ao colocarmos uma das mãos em um recipientes contendo água quente e a outra mão em outro recipiente com água fria, e em seguida, colocarmos as mãos, em um terceiro recipiente contendo água morna, teremos sensações diferentes nas mãos. A mão que estava no recipiente com água quente, terá a sensação de frio, enquanto que aquela que estava no recipiente com água fria, apresentará a sensação de quente. Temos então dificuldade para definir temperatura, mas podemos medi-la com grande facilidade. Para isso, utilizamos um sistema o "termômetro" que tem como base, uma substância com pelo menos uma grandeza física, variando sensível e uniformemente com a temperatura. (substância termométrica)
Equilíbrio Térmico: Imagine dois sistemas A e B postos em presença, sendo que o sistema A provoca no operador a sensação de quente e o sistema B provoca a sensação de frio. Para fixar a ideia, considere uma variante do exemplo citado anteriormente, na qual o sistema A seria um líquido morno, dentro de um copo, e o sistema B seria um copo com água e pedras de gelo. A experiência mostra que, decorrido um certo intervalo de tempo, os sistemas provocarão no operador a mesma sensação.
Suponha que tenham sido fixados as coordenadas macroscópicas desses sistema no instante em que eles são postos em presença. Verifica-se, enquanto os sistemas provocam sensações distintas no operador, as coordenadas macroscópicas estarão variando. A variação cessa quando os sistemas provocam a mesma sensação no operador.
Note, entretanto, que as sensações são subjetivas, isto é, dependentes do operador. Assim, elas são inaceitáveis para a física, pois não se prestam a um critério de medida, o que não acontece com as coordenadas macroscópicas, pois existem critérios universais para medi-las.
Rejeitando, pois, as sensações, podemos enunciar a seguinte definição:
"Dizemos que entre os sistemas A e B postos em presença se estabelece o equilíbrio térmico quando cessa a variação de suas coordenadas macroscópicas."
A lei zero da Termodinâmica pode ser enunciada simplesmente da seguinte maneira: "Dois sistemas em equilíbrio térmico com um terceiro estão em equilíbrio térmico entre si."
O conceito de temperatura: A temperatura é a propriedade que permite dizer se dois ou mais sistema estão ou não em equilíbrio térmico. Dois ou mais sistemas em equilíbrio térmico apresenta mesma temperatura; sistemas que não estão em equilíbrio térmico apresentam temperaturas diferentes. Note que este conceito é estritamente macroscópico.
Temperatura: A temperatura está associada da energia cinética e potencial, média dos átomos e das molécula em um sistema.
Posteriormente você aprenderá a conceituar a temperatura do ponto de vista microscópico.
Escala de temperatura: Para que a temperatura fique completamente definida é necessário indicar como se associa um número a temperatura de um sistema. Essa associação resulta de um conjunto de regras e obedece basicamente as seguintes condições:
a) as temperaturas de sistema em equilíbrio térmico associa-se o mesmo número;
b) as temperaturas de sistemas que não se encontram em equilíbrio térmico associam-se números diferentes.
Um conjunto de regras que satisfaz as condições acima constitui uma escala de temperaturas.
A fixação de uma escala de temperatura começa com a escolha do termômetro, isto é de um sistema dotado de uma propriedade que varie regularmente com a temperatura. Tal propriedade é chamada propriedade termométrica. A cada valor da propriedade termométrica corresponderá um único valor da temperatura, isto é, a temperatura é uma função unívoca da propriedade termométrica.
Simbolicamente escrevemos t = f(X), sendo que t indica a temperatura e X o valor da propriedade termométrica.
Escolhido o termômetro e, conseqüentemente, a propriedade termométrica, o passo seguinte consiste em explicitar a função t = f(X), estabelecendo uma equação termométrica.
Antes de 1954, a equação universalmente adotada era do tipo t = aX + b na qual a e b são constantes. Mais adiante mostraremos que, em 1954, foi adotada oficialmente uma equação do tipo T = aX, sugerida pelo químico Francis Giauque.
Por ora, voltaremos a falar sobre a equação termométrica t = aX + b. Note que esta escolha é inteiramente arbitrária, e que em certos problemas poderão ser empregadas equações mais complicadas.
Mas, afinal para que serve a equação termométrica. É ela que nos permite associar um número (a temperatura) a um certo valor medido X, da propriedade termométrica. Portanto, é a equação pela qual, a um dado valor X, podemos associar o valor correspondente de t. É claro que, para isto, é necessário conhecermos o valor dos coeficientes a e b. É isto que veremos a seguir.
Determinação das constantes da equação termométrica: A determinação das constantes a e b é feita a partir de dois sistemas de fácil e fiel reprodução. Para as escalas termométricas usadas antes de 1954, os sistemas universalmente escolhidos eram os seguintes:
a) sistema gelo - água sob pressão normal (1 atm), cuja temperatura é aqui denominada ponto de gelo.
b) sistema água - vapor d'água sob pressão normal (1 atm), cuja temperatura é aqui denominada ponto de vapor.
Essas temperaturas são também denominadas "pontos fixos fundamentais" e o intervalo entre elas é denominado "intervalo fundamental" da escala.
Uma vez determinadas as constantes a e b elas são introduzidas na equação termométrica, que passará a representar a equação característica da escala considerada. Para exemplificar faremos o estabelecimento da chamada escala arbitrária.
Termoscópio: Primeiro instrumento utilizado para verificar o estado térmico de um corpo, criado por Galileu em 1602.
Termômetro: Instrumento utilizado para medir a temperatura de um sistema ou de um corpo.
Substância termométrica: substância que pelo menos uma grandeza física variando em função da temperatura.
Grandeza termométrica: grandeza física que varia em função da temperatura.
Ex; Termômetro de laboratório na sua maioria de mercúrio.
Substância termométrica é o mercúrio (único metal líquido nas CNTP).
Grandeza termométrica é o volume que varia substancialmente com a temperatura, variação essa representada pela coluna formada em um tubo capilar.
Atividade prática - Construindo um termômetro de líquido (substância termométrica será a água).*saiba mais sobre grandezas analógicas e digitais, clicando aqui.
Escalas termométricas:
Com a necessidade de quantificar a temperatura de um corpo ou sistema foi necessário a associação de números as variações da grandeza termométrica escolhida. Surgiram várias escalas, entre as mais conhecidas temos: Celsius, Fahrenheit e kelvin entre outras.
Relação entre as escalas Celsius, Fahrenheit e Kelvin.
C/5 = F-32/9 = K-273/5
Termologia: é o ramo da Física que estuda os fenômenos térmicos como calor, temperatura, dilatação, mudança de estado físico, energia térmica, os gases ideais, e suas manifestações.
Termometria: é o ramo da termologia que estuda a temperatura e seu processo de medição.
A noção inicial de temperatura é intuitiva. Todos nós sentimos os efeitos da temperatura, mas não podemos defini-la. A sensação física de quente e frio que obtemos ao tocarmos os objetos, fornece-nos apenas uma vaga ideia do que seja temperatura e não serve como padrão, pois varia conforme a situação apresentada e de pessoa para pessoa.
Exemplo clássico.
Ao colocarmos uma das mãos em um recipientes contendo água quente e a outra mão em outro recipiente com água fria, e em seguida, colocarmos as mãos, em um terceiro recipiente contendo água morna, teremos sensações diferentes nas mãos. A mão que estava no recipiente com água quente, terá a sensação de frio, enquanto que aquela que estava no recipiente com água fria, apresentará a sensação de quente. Temos então dificuldade para definir temperatura, mas podemos medi-la com grande facilidade. Para isso, utilizamos um sistema o "termômetro" que tem como base, uma substância com pelo menos uma grandeza física, variando sensível e uniformemente com a temperatura. (substância termométrica)
Equilíbrio Térmico: Imagine dois sistemas A e B postos em presença, sendo que o sistema A provoca no operador a sensação de quente e o sistema B provoca a sensação de frio. Para fixar a ideia, considere uma variante do exemplo citado anteriormente, na qual o sistema A seria um líquido morno, dentro de um copo, e o sistema B seria um copo com água e pedras de gelo. A experiência mostra que, decorrido um certo intervalo de tempo, os sistemas provocarão no operador a mesma sensação.
Suponha que tenham sido fixados as coordenadas macroscópicas desses sistema no instante em que eles são postos em presença. Verifica-se, enquanto os sistemas provocam sensações distintas no operador, as coordenadas macroscópicas estarão variando. A variação cessa quando os sistemas provocam a mesma sensação no operador.
Note, entretanto, que as sensações são subjetivas, isto é, dependentes do operador. Assim, elas são inaceitáveis para a física, pois não se prestam a um critério de medida, o que não acontece com as coordenadas macroscópicas, pois existem critérios universais para medi-las.
Rejeitando, pois, as sensações, podemos enunciar a seguinte definição:
"Dizemos que entre os sistemas A e B postos em presença se estabelece o equilíbrio térmico quando cessa a variação de suas coordenadas macroscópicas."
A lei zero da Termodinâmica pode ser enunciada simplesmente da seguinte maneira: "Dois sistemas em equilíbrio térmico com um terceiro estão em equilíbrio térmico entre si."
O conceito de temperatura: A temperatura é a propriedade que permite dizer se dois ou mais sistema estão ou não em equilíbrio térmico. Dois ou mais sistemas em equilíbrio térmico apresenta mesma temperatura; sistemas que não estão em equilíbrio térmico apresentam temperaturas diferentes. Note que este conceito é estritamente macroscópico.
Temperatura: A temperatura está associada da energia cinética e potencial, média dos átomos e das molécula em um sistema.
Posteriormente você aprenderá a conceituar a temperatura do ponto de vista microscópico.
Escala de temperatura: Para que a temperatura fique completamente definida é necessário indicar como se associa um número a temperatura de um sistema. Essa associação resulta de um conjunto de regras e obedece basicamente as seguintes condições:
a) as temperaturas de sistema em equilíbrio térmico associa-se o mesmo número;
b) as temperaturas de sistemas que não se encontram em equilíbrio térmico associam-se números diferentes.
Um conjunto de regras que satisfaz as condições acima constitui uma escala de temperaturas.
A fixação de uma escala de temperatura começa com a escolha do termômetro, isto é de um sistema dotado de uma propriedade que varie regularmente com a temperatura. Tal propriedade é chamada propriedade termométrica. A cada valor da propriedade termométrica corresponderá um único valor da temperatura, isto é, a temperatura é uma função unívoca da propriedade termométrica.
Simbolicamente escrevemos t = f(X), sendo que t indica a temperatura e X o valor da propriedade termométrica.
Escolhido o termômetro e, conseqüentemente, a propriedade termométrica, o passo seguinte consiste em explicitar a função t = f(X), estabelecendo uma equação termométrica.
Antes de 1954, a equação universalmente adotada era do tipo t = aX + b na qual a e b são constantes. Mais adiante mostraremos que, em 1954, foi adotada oficialmente uma equação do tipo T = aX, sugerida pelo químico Francis Giauque.
Por ora, voltaremos a falar sobre a equação termométrica t = aX + b. Note que esta escolha é inteiramente arbitrária, e que em certos problemas poderão ser empregadas equações mais complicadas.
Mas, afinal para que serve a equação termométrica. É ela que nos permite associar um número (a temperatura) a um certo valor medido X, da propriedade termométrica. Portanto, é a equação pela qual, a um dado valor X, podemos associar o valor correspondente de t. É claro que, para isto, é necessário conhecermos o valor dos coeficientes a e b. É isto que veremos a seguir.
Determinação das constantes da equação termométrica: A determinação das constantes a e b é feita a partir de dois sistemas de fácil e fiel reprodução. Para as escalas termométricas usadas antes de 1954, os sistemas universalmente escolhidos eram os seguintes:
a) sistema gelo - água sob pressão normal (1 atm), cuja temperatura é aqui denominada ponto de gelo.
b) sistema água - vapor d'água sob pressão normal (1 atm), cuja temperatura é aqui denominada ponto de vapor.
Essas temperaturas são também denominadas "pontos fixos fundamentais" e o intervalo entre elas é denominado "intervalo fundamental" da escala.
Uma vez determinadas as constantes a e b elas são introduzidas na equação termométrica, que passará a representar a equação característica da escala considerada. Para exemplificar faremos o estabelecimento da chamada escala arbitrária.
Termoscópio: Primeiro instrumento utilizado para verificar o estado térmico de um corpo, criado por Galileu em 1602.
Termômetro: Instrumento utilizado para medir a temperatura de um sistema ou de um corpo.
Substância termométrica: substância que pelo menos uma grandeza física variando em função da temperatura.
Grandeza termométrica: grandeza física que varia em função da temperatura.
Ex; Termômetro de laboratório na sua maioria de mercúrio.
Substância termométrica é o mercúrio (único metal líquido nas CNTP).
Grandeza termométrica é o volume que varia substancialmente com a temperatura, variação essa representada pela coluna formada em um tubo capilar.
Atividade prática - Construindo um termômetro de líquido (substância termométrica será a água).*saiba mais sobre grandezas analógicas e digitais, clicando aqui.
Escalas termométricas:
Com a necessidade de quantificar a temperatura de um corpo ou sistema foi necessário a associação de números as variações da grandeza termométrica escolhida. Surgiram várias escalas, entre as mais conhecidas temos: Celsius, Fahrenheit e kelvin entre outras.
Relação entre as escalas Celsius, Fahrenheit e Kelvin.
C/5 = F-32/9 = K-273/5



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